Por que a VPSRento existe
No final de 2020, nós quatro operávamos a infraestrutura de um provedor de hospedagem europeu de médio porte. Numa segunda-feira de fevereiro de 2021, o jurídico encaminhou um pacote de DMCA em massa: 1.900 domínios, uma planilha, uma exigência — suspender tudo em 24 horas. Sem ordem judicial. Sem revisão individual. A maioria dos sites era legal onde estava hospedada. O provedor cumpriu mesmo assim. Era mais barato do que contestar.
Vimos clientes legítimos perderem anos de trabalho por causa de uma carta padrão. Três semanas depois, pedimos demissão. Em março de 2021 alugamos nosso primeiro rack em Chisinau, Moldávia, fizemos a cabeação nós mesmos e abrimos a VPSRento com um conjunto de regras escrito numa noite: sem coleta de identidade, sem operadoras de cartão, sem conformidade com modelos de remoção estrangeiros, sem logs que mais tarde seríamos tentados a monetizar ou forçados a entregar.
Cinco anos depois, nenhuma dessas regras foi flexibilizada. Continuamos respondendo apenas a ordens judiciais válidas da jurisdição onde um serviço realmente opera. Continuamos sem armazenar endereços de e-mail, nomes ou números de telefone — contas são tokens de 24 caracteres, exibidos uma única vez. Continuamos publicando um canário de mandado assinado com PGP todo mês. E continuamos pequenos, de propósito.